Agência Pulse

Comunicação e Marketing Digital / Rio de Janeiro
  • junho 11th, 2008Gabriel GuerraWebmarketing

    Como havíamos falado no post anterior, a Microsoft não ficaria de braços cruzados esperando o Firefox Day. Numa tentativa de flanquear o oponente, lança uma estratégia igual, mas diferente. “Faça o download do IE7 e plante uma árvore”. Bonitinho, não? Diferente da Mozilla, mas igual ao que muitas empresas já estão fazendo: investir no marketing verde. No entanto, esse tipo de abordagem envolve aderência da marca com a causa ecológica, com responsabilidade social. Pergunto ao prezado leitor: é essa a cara da Microsoft? Infelizmente não. Sua comunicação não tem sido efetiva nesse sentido. Além desse erro de coerência simbólica, uma dissonância mesmo, a MS insiste em obrigar o usuário a ter uma cópia original do Windows para instalar o IE7. Ora bolas, não defendo a pirataria, mas não vamos chegar ao ridículo de negar que ela exista e que, num país como o Brasil, ela tenha causas muito complexas. Por exemplo, a disparidade entre o preço de um software aqui e nos EUA. Para a realidade brasileira, R$600,00 é muito dinheiro para torrar em um Sistema Operacional. Tanto assim é, que muitos fabricantes de hardware estão oferecendo seus produtos com Linux. Ou além – SEM Sistema Operacional. Enfim, a questão é que a pirataria existe e é impossível criar uma campanha sem levar esta “variável” em consideração. O resultado é que quando o usuário tentar instalar o IE7 e tomar um “toco”, porque seu SO não é original, vai ficar, no mínimo, um pouco chateado. Assim forma-se o cenário ideal para a entrada do concorrente (Firefox), que é 100% livre, free, grátis e, segundo minha humilde opinião, muito melhor.

    Não precisa ser um gênio de marketing para perceber que a campanha da MS não vai longe. O target está errado e a abordagem pior ainda. A tática está perfeita, mas a estratégia é por demais torta. Acompanhe o raciocínio: quem tem Windows original, é encorajado a baixar o IE7 automaticamente via updates que acontecem, na maioria das vezes, de forma silenciosa e sem o conhecimento do usuário. Ou seja, se quem é “pirata” não pode instalar o software e quem está “legal” já instalou, a quem se destina essa campanha?

    A não ser que a MS esteja querendo vender o Windows. Mas acho que aí já seria demais.

    Obs.: eu uso o Windows original – antes que digam que sou apologista de pirataria.

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