Agência Pulse

Comunicação e Marketing Digital / Rio de Janeiro
  • dezembro 22nd, 2007Gabriel GuerraPesquisa

    Constantemente os criadores se deparam com uma questão delicadíssima, mas que ainda não foi esgotada: durante a concepção de uma peça publicitária, a quem se deve agradar, ao Cliente ou ao público-alvo?

    Na primeira opção temos a garantia a curto prazo de continuidade do trabalho ou da conta. Na segunda, essa garantia não é tão tangível assim, pois, a menos que o Cliente tenha uma estrutura apta a medir os resultados da campanha, ele não saberá dizer se o que foi projetado contra a sua vontade surtiu efeito ou não. E, em alguns casos, mesmo quando essa medição acontece e fica comprovado o aumento do “share”, ainda há a possibilidade de que ele argumente que se fosse feito do jeito dele, as vendas teriam aumentado ainda mais!

    Para solucionar o impasse, a melhor saída é a pesquisa. Atrevés dela é possível definir “guide lines” para o projeto, desde uma simples mensagem institucional até planos de negócio mais complexos. O que são “guide lines”? São orientações que servirão de base para todas as tomadas de decisão, no que concerne a ações de marketing e estratégias de comunicação. É melhor, não só porque temos algo concreto para utilizar como apoio, mas sob o ponto de vista psicológico (quando a interação contratante x contratado entra em jogo), remove a decisão do campo pessoal. Não é mais a vontade do Cliente e nem mais a da Agência, mas sim uma terceira coisa, que deve ser o ponto de partida para um relacionamento de parceria.

    Quando surge esse sentimento de parceria, o Cliente passa a confiar na Agência como executora de tudo o que foi planejado e não tem dúvidas de seu sucesso. A Agência, por sua vez, abraça o projeto independentemente do “budget” e faz não só a coisa acontecer, mas supera, na maioria das vezes, as expectativas do Cliente.

    Para finalizar, gostaria de deixar algumas perguntas para reflexão. Não precisa responder agora, apenas mantenha as indagações na mente por algum tempo.

    1. Por que, mesmo com orçamento bastante reduzido, alguns clientes conseguem realizar campanhas tão boas? Sim, isso acontece com frequência, pode acreditar.

    2. Por que, do outro lado da moeda, orçamentos altos não são garantia de trabalhos excelentes? Sim, isso também acontece.

    Assim, podemos tirar algumas conclusões: um projeto pode fracassar por falta de verba, mas o excesso dela não garante que ele vá dar certo. Portanto, embora seja um fator importante, o orçamento não é determinante para o sucesso de um projeto. Ao contrário, quase sempre, a pesquisa, sim, pode ser fundamental.

    Se você é Agência, não comece nada sem pesquisa. Pode ser superficial, mas faça alguma! Se você é Cliente, procure saber se a sua Agência tem o hábito de pesquisar. Caso contrário, você pode ser pego de surpresa.

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