Como já devem ter visto aqui em um post anterior, desenvolvemos a tecnologia do site promocional do filme Meu nome não é Johnny. Dêem uma olhada no que saiu no Globo do dia 08 de janeiro, no Segundo Caderno. Reparem, por favor, no número de espectadores. E dá-lhe promoção bombando!
UM ABRE-ALAS PROMISSOR PARA JOHNNY
Com 190 mil pagantes, filme com Selton Mello inaugura com sucesso a temporada 2008 do cinema nacional
Rodrigo Fonseca
Diante dos 190 mil espectadores que já prestigiaram “Meu nome não é Johnny” — foram 151.486 ingressos vendidos de sexta a domingo, mais os 38.921 nas pré-estréias dos dias 1, 2 e 3 —, o ex-traficante João Guilherme Estrella (hoje produtor musical) pode gritar “O cinema brasileiro é nosso!” sem medo de ser pretensioso. Lançado em salas no Rio de Janeiro, em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, Campinas e Santos, o longa-metragem dirigido por Mauro Lima, orçado em R$5,5 milhões, registrou uma (invejável) média de 1.457 pagantes por cada uma de suas 102 cópias — a nona melhor desde 1995, com a chamada Retomada. Sua renda, só no fim de semana, foi de R$1,6 milhão. No ano passado, em meados de janeiro, “A grande família — O filme” foi visto por 288.179 brasileiros em seu lançamento, mas dispôs de 246 cópias, ou seja, 144 a mais do que a produção baseada nas infrações de Estrella pelo mundo das drogas.
— “Meu nome não é Johnny” atraiu platéias de diferentes faixas etárias. E não tivemos nenhuma cópia pirateada — comemora a produtora Mariza Leão, que desenvolveu o projeto, estrelado por Selton Mello, a partir do livro homônimo de Guilherme Fiúza, baseado em fatos reais.
Reconstituição da trajetória que fez Estrella, um jovem de classe média, virar um dos maiores fornecedores de cocaína do país entre os anos 1980 e 1995, “Meu nome não é Johnny” tem potencial para desbravar a fronteira de um milhão de espectadores. É o que estima Paulo Sérgio Almeida, diretor da Filme B, empresa que vistoria o mercado de cinema no país.
— O longa foi bem já na pré-estréia. O carisma e o talento de Selton contribuíram para isso. O filme contraria a tese de que um ator precisa estar na TV para ter sucesso no cinema — diz Almeida, referindo-se às seletivas incursões do ator na televisão.
Caminhos similares aos de “Cidade de Deus”
Segundo Almeida, o fato de “Meu nome não é Johnny” inaugurar com bons augúrios a temporada de lançamentos nacionais de 2008 assinala uma mudança no perfil do público brasileiro.
— Antes, o que vendia ingresso era sexo e violência. Agora, é droga, a julgar pelos filmes que têm alcançado grande repercussão, como “Tropa de elite”, “Carandiru” e “Cidade de Deus”. Todo filme que traz um ponto de vista da realidade social e que tenha um mínimo de preocupação mercadológica pode acontecer — diz ele, animado para futuros lançamentos como “174”, de Bruno Barreto. — Não vi ainda ”Sexo com amor” (de Wolf Maya) e “A guerra dos Rocha” (de Jorge Fernando), que são candidatos a filmes populares. Mas, pelo que vi do trailer de “A mulher do meu amigo” (de Cláudio Torres), ali pode estar uma comédia interessante.
Animado com a arrancada inicial de “Meu nome não é Johnny”, Bruno Wainer, da Downtown Filmes, co-distribuidora do longa com a Colúmbia, promete ampliar o número de cópias para 150 a partir de sexta-feira.
— “Cidade de Deus”, que eu também lancei, fez um caminho parecido — lembra Wainer. — Estreou com cem cópias e cresceu.